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Faz tempo que não apareço por aqui para exercitar o nobre ato de me transmutar em palavras e sentir a vida ser transcrita em frases diretas e indiretas, mesóclises, aforismos e orações subordinadas. Já estava com saudade!

Há uma certeza, um fardo, na verdade, a realidade nua e crua: nós vamos morrer. Já nascemos com a sentença decretada e ela permanecerá encrustada em nós, cada dia mais vívida, presente e notória. Há os que proclamam que a expectativa de vida esteja aumentando a cada ano e que viveremos muito! Não gosto dessas pessoas, são irritantes. Tomo minha dose dupla de realidade toda manhã, às vezes tripla, talvez exagere nas doses (eu sei), mas o a fato é que a vida é muito curta para nós lermos aquilo que não gostamos. Sou completamente realizado e me cubro de empatia por pessoas que, com certeza, não chegaram nesse parágrafo por não estarem gostando do que estão lendo, e, sabe da maior? Elas é quem estão certas! Tornar-se-ão seres mais felizes, não tenho dúvida.

Já disse isso mais de uma vez, a má administração do tempo é aquela que mais afeta o amante dos livros. As rotinas, o trabalho, o estudo e tudo que possa ser barreira para a degustação de uma boa obra acaba nos sucumbindo. Mas esse espectro pode piorar!

Clássicos como Hamlet, Dom Quixote e Dom Casmurro são livros INCRÍVEIS e que eu, sem titubear, recomendarei sempre para os meus amigos e conhecidos, sou apaixonado por clássicos, a cada leitura deles sinto a barra do meu conhecimento crescendo. Todavia, infelizmente, há os que querem impor esse gosto, que é subjetivo, para todas as outras pessoas. Frases como: “Você precisa ler Shakespeare”, “Você Têm que ler Machado de Assis”, ou pior, “Como assim Memórias Póstumas de Brás Cubas é chato? ” São ditas com a maior naturalidade.

Os ditadores literários precisam ser extintos por um motivo bem simples: cada um ler o que quiser e quando quiser. No entanto, eu tenho algo a acrescentar. Talvez tenha por aqui alguém que lê muito, é assíduo no mundo literário, ama clássicos, gosta de ler de tudo, mas pare um instante e tente lembrar quais foram os seus primeiros livros: tenho certeza que não foram nem Moby Dick nem a Odisseia, pois se tivessem sido esses as chances de você ter desistido na segunda página e deixado os livros para sempre eram gigantescas. Precisamos rever nossos conceitos sobre o incentivo à leitura, porque o gosto e o prazer pela leitura devem ser prioridade, o tempo e o amadurecimento como leitor irão levar as pessoas para meandros literários A ou B, fazer-se apetecer por estilo literário X ou Y, amar escritor fulano e odiar outros. Ao cabo, tenho apenas algo a dizer: LEIA!

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