Olá, leitores!

Hoje, nós estamos metamorfoseados!

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Caindo de Paraquedas:

A Metarmofose é um livro do alemão Franz Kafka e que é grandemente estudado por vários críticos literários, obra essa que foi escrita, pasmen, em apenas vinte dias. Seu enredo nos traz como personagem principal Gregor Samsa, trabalhador e provedor do sustento para o seu lar, que é composto por sua mãe, pai e irmã, e descobre em uma bela manhã que se transformou em um inseto monstruoso. Como isso faz sentido? Não faz, no entanto, tenho certeza que você ficou curioso para saber o que acontecerá após esta peculiar constatação.


Resenha:

Numa manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregor Samsa deu por
si na cama transformado num gigantesco inseto
.

Por favor, não diga, em momento algum, que o personagem principal se transformou em uma barata, pois isso apenas denotará você não leu o livro.

Após esse lembrete, vamos começar? O início de A Metamorfose entra fácil para os começos inesquecíveis, sua capacidade de logo no primeiro parágrafo despertar um estranhamento por termos acabado de ler que um ser humano se transformou em um inseto, acende em nós, com certeza, uma curiosidade capaz de nos mover ao ponto de querermos saber imediatamente o que esse louco quer dizer e como ele vai explicar essa metarmofose, e sabe a maior? Ele não explica, isso mesmo, nem Gregor, nem a família, muito menos nós, leitores, ficamos sabendo o motivo da sua estranha metaformose.

Gregor era um caixeiro viajante e provavelmente recebia um bom salário, pois ninguém alem dele trabalhava para sustentar a casa, a grande agonia e tristeza na história é que quando Samsa se torna inútil para o trabalho, pois se transformou em um inseto, sua família também sofre uma metamorfose, só que moral, pois passa a mudar seus hábitos, a ter pouco contato, ter medo, repúdio, nojo dele, a única que o ajudava até certo ponto era sua irmã, Grete. Talves seja por isso que ele lutava tanto para que seus familiares não descobrissem o ocorrido.

De acordo com a volta que a chave dava, ele executava uma verdadeira dança em torno dafechadura, suspenso no ar pela boca, agarrado à chave ou apoiado sobre ela com todo o peso do corpo..

A sua preocupação era totalmente válida, parecia que ele estava prospectando, ou melhor, advinhando o futuro, porque a relação de Gregor com a sua família foi destroçada, ele não conseguia sequer se comunicar, estava fadado à decrepitude do corpo à espera da morte. Isso fica bem claro em suas saídas do quarto, sempre causavam alarde na casa, seu pai agia de forma agressiva e repulsiva em todas elas.

“Se não fosse o pai dar-lhe por trás um golpe com violência verdadeiramente libertadora, fazendo-o voar até o meio do quarto, sandrando com abundância”..

Quem também chama a atenção é o chefe de Gregor, que foi até a sua residência para saber o porquê da falta no serviço, pois ele não está nem um pouco preocupado com a saúde do seu empregado, a sua ida até lá só envolve interesses próprios e puramente financeiros, o que relata bem o homem do século XX e a fetichização do trabalho relatado por Karl Marx, com a intransigência dos patrões e as rotinas extremamente fixas dos seus subalternos.

Pois bem, o seu trabalho nos últimos anos foi pouco satisfatório: certamente não foi esta a melhor época para fazer vendas excepcionais, concordo com isso; mas uma temporada em que não se efectue qualquer negócio, isso não deve, senhor Samsa, isso não pode acontecer”..

A história vai trazer à tona muitas nuances que podem ser analisadas, primeiro a família tem um momento de susto e espanto com aquele novo ser.

“Os seus pais, durante os quinze primeiros dias, não conseguiram resolver-se a entrar naquele quarto”..

Depois um lampejo de aceitação e uma tentativa de ajudá-lo…

“Quando chegou perto da porta percebeu o que o tinha atraído: era o odor de algo comestível. Por que havia ali uma gamela com leite açucarado, com pequenos pedaços de pão branco que tinham cortado”..

No entanto, o fim é de repúdio! lembra da irmã que sempre o ajudava? Então…

“Não quero, em frente deste monstruoso animal, pronunciar o nome do meu irmão, unicamente afirmo: devemos desembaraçar-nos dele”..

Enfim, A Metamorfose é um livro que vai te deixar incomodado, que vai te cutucar, pois o tempo todo você fica imaginando essa situação e toda a reviravolta que ocorre. Perca o medo, não torça o nariz para Franz Kafka, a obra é bem curta, não chega sequer a 100 páginas! Boa leitura!


Situando-se:

Em 03/07/1883 nascia em Praga Franz Kafka. Desde muito cedo, logo na adolescência, já possuía pensamentos fortes e declarava-se ateu e socialista. Formou-se em Direito em Praga em 1906, trabalhou em compahias de seguros e empregos, no entanto, em paralelo, dedicava-se à literatura. EM 1917 foi afastado do trabalho em virtude da tuberculose e a maioria de suas obras foram publicadas após a sua morte que ocorreu em 3 de junho de 1924.

Além das páginas:

Tenho certeza que A Metamorfose é um livro angustiante, agoniante, que incomoda, nos deixa confusos ao ponto de não entendermos o que Kafka realmente queria dizer com este livro. Parece que não estamos sós neste barco, foi após a leitura do livro que o Dr. Siegfried Wolff enviou uma carta ao escritor o questionando qual seria o real sentido de A Metamorfose. Confira:

“Prezado Senhor: o senhor me fez muito infeliz. Comprei a sua Metamorfose e a presenteei à minha prima. Mas ela não sabe como explicar a história. Minha prima a deu à mãe dela, que também não encontra explicação. Só o senhor pode me ajudar. O senhor tem que me ajudar, pois foi quem me meteu nisso. Portanto, me diga o que a minha prima deve pensar da Metamorfose.”

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