Olá, leitores!

Hoje, vamos caminhar pela estrada de tijolos amarelos!

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Caindo de paraquedas:

O Mágico de Oz é um fenômeno mundial para todas as idades, publicado por meados de 1900, a obra faz a nossa mente imaginar lugares e situações inusitadas. A narrativa conta a história da garota Dorothy, que vive no Kansas, junto com sua tia Em e seu tio Henry, e não esquecendo, de forma alguma, do seu cão inseparável Totó. Em um belo dia, um tornado/ciclone aparece arrastando tudo, Dorothy não consegue abrigo, o que faz com que ela fique dentro de casa com tóto até a turbulência passar, todavia, a casa é levada pelo tornado a uma terra desconhecida, onde as suas aventuras e a luta para voltar para seu lar se iniciarão.

Nota: A resenha abaixo pode conter spoilers. Não estrague sua experiência, sugiro que leia o livro antes e posteriormente venha conversar um pouco comigo.

Resenha:

Para começar, gostaria de te indicar duas edições que, sinceramente, são as melhores. Estou falando das edições da editora Zahar, tanto a edição de bolso (a que eu possuo), quanto a edição convencional estão lindíssimas.
Veja só a folha de guarda fazendo alusão aos tijolos das estradas da terra de OZ:

Vamos destrinchar o livro?

Nós estamos no Kansas, e o panorama da cidade não é dos melhores. “Quando Dorothy chegava à porta de casa e olhava em volta, só via a pradaria cinzenta de todos os lados. Nenhuma árvore ou casa interrompia a paisagem totalmente plana que, em todas as direções, se estendia até onde a vista alcança”. É quando o ciclone leva a casa de Dorothy, ela e Totó para a terra de OZ! A menina que outrora via apenas um ambiemte sombrio e sem cor chega em um lugar que a supreende. “Havia lindos trechos de relvado verde à toda volta, com árvores imponentes carregadas de frutos coloridos e saborosos”. Logo após a doce surpresa, ela se depara com a bruna boa Glinda e com os moradores daquela esquisita terra: os Munchkins. “Usavam chapéus redondos em ponta com mais ou menos um palmo e meio de altura, trazendo em volta da aba sinetas que tilintavam baixinho quando andavam”. Todos eles glorificam e agradecem à menina, pois quando sua casa casa chegou (ou caiu) na terra de oz, bateu em cheio em cima da bruna má do leste, que escraviza todos eles, e consequentemente a matando. No fim das contas, Dorothy ganha um beijo da bruxa Glinda; fica com os sapatos da bruxa má do oeste e vai caminhando pelas estradas de tijolos amarelos para encontrar a cidade das esmeraldas e o “grande mágico de oz” para ajudá-la a retornar para o seu lar.

É entre a terra dos Munchkins e a cidade das esmeraldas que Dorothy irá encontrar os seus novos amigos e os personagens marcantes desta história. O Espantalho sem cérebro, o Lenhador de Lata sem coração e o Leão sem coragem. Juntos,passam por diversos perigos e peripécias – mas sempre com o objetivo bem traçado de ir ao encontro do grande Oz para lhe pedir um coração, um cérebro, a coragem e o retorno para o Kansas de Dorothy. Embora a esperança paire na atmosfera do livro, é quando eles encontram OZ que o livro tem o seu clímax. A história toda é muito bela e adimirável, sem dúvida, traz-nos muitas visões acerca de muitos temas. Em especial, há duas passagens que fazem com que eu reflita bastante, por isso gosto tanto.

Confira esta…

“Dorothy e o Espantalho vinham acompanhando a história do lenhador de lata com grande interesse, e agora sabiam por que ele queria tanto um novo coração.
– Mesmo assim – disse o espatalho – vou pedir um cérebro em vez de um coração. Porque um burro, mesmo se tivesse coração, não ia saber o que fazer com ele.
– Eu vou ficar com o coração – respondeu o lenhador de lata. Porque um cérebro não faz ninguém feliz, e a felicidade é a melhor coisa do mundo”.

E essa…

(Dorothy)
– Por mais que as nossas casas sejam tristes e cinzentas, nós, as pessoas de carne e osso, preferimos viver nelas do que em qualquer lugar, mesmo o mais lindo do mundo. Não existe lugar igual à casa da gente.

Como livro infantil também traz pensamentos, visto muitas vezes por nós “adultos” como piegas, como esse:

(Bruxa Má)
“Não podemos fazer nada contra essa menina porque ela é protegida pelo Poder do Bem, que é maior que o Poderdo Mal”.

Os críticos literários tiram teorias e explicações que tendem ir ao infinito. Todavia, afirmar o que o escritor realmente queria transmitir é algo praticamente impossível, cada pessoa recebe e interpreta de maneira distinta, por vezes, até conflitante. Quero deixar aqui o que possa ser o maior ensinamento da obra queira passar.


“- Os seus sapatos de Prata vão levar você até o outro lado do deserto – respondeu Glinda. – Você conhecesse o poder mágico deles, podia ter voltado para sua tia Em desde o primeiro dia que chegou aqui”.

Ou seja amigos, muitas vezes a solução dos nossos problemas pode estar mais perto do que imaginamos, inclusive, em nós mesmos.

Ainda há inúmeras interpretações e análises sobre o livro, como o porquê do nome Oz, sobre a teoria das cores relacionadas com os mapas da terra de Oz, ou ainda o fato de na terra das esmeraldas todo mundo ser obrigado a usar os óculos, os quais fazem todos verem tudo verde, uma possível analogia ao controle social que líderes exercem sobre a grande massa. Enfim, além do post tender ao infinito, não tenho nem capacidade para discorrer com habilidade sobre esses temas com a profundidade que eles requerem e merecem, todavia, não deixe, de jeito nenhum, de ler este pequeno grande livro!

Situando-se:

Lyman Frank Baum, em 15 de maio de 1856, nasce em Chittenango, cidade do estado de Nova York, que mesmo em 2010, contava com pouco mais de 5000 mil habitantes. Relatos contam que Baum foi uma criança sensível e de imaginação fértil. Como adulto, após tentativas profissionais diversas, começou a escrever incentivado pela sogra, que acreditava sobretudo em sua grande habilidade narrativa. O Mágico de Oz, seu grande sucesso, rendeu inacreditaveis mais de 40 publicações e adaptações. Baum nos deixa em 1919 em decorrência de um acidente vascular cerebral.

Além das Páginas:

O filme:

Eu sei, o filme é uma adaptação de 1939, não conta com grandes efeitos, praticamente filmado 90% em estúdio e etc. No entanto, vale muito a pena assistir ao filme. Nele, certamente você entenderá melhor as passagens cinzentas para literalmente o colorido, além de proporcionar boas risadas como ver a Stra. Gulch voando na bicicleta sendo avistada pela Dorothy de dentro de sua casa enquanto estão no olho do ciclone. Aliás, o tom bonachão impera todo filme e os atores são muito bons. Só tenho uma pequena ressalva, caso você não curta muito os filmes que possuam pequenos musicais no meio, o filme do Oz há muitos e o tempo todo. É impossível não gravar este trecho:

“If ever, oh, ever, a wiz there was
The Wizard of Oz is one because
Because, because, because, because, because
Because of the wonderful things he does”

Assistam e me contem o que acharam !

Para finalizar, a revista Mundo Estranho, no mês de Agosto de 2016, trouxe um mapa bem legal para que nunca mais nós nos percamos pelas aventuras vividas pela Dorothy e sua trupe:

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