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Em um tempo não tão tão distante, se me questionassem sobre essa queda de braço entre e-books e os livros convencionais, certamente eu responderia com segurança e convicção que os livros feitos com o processamento dos eucaliptos, o cheiro inebriante das páginas novas e as suas experiências proporcionadas eram insubstituíveis. No entanto, eu aprendi no recomendadíssimo Inside Steve’s Brain (A cabeça de Steve Jobs), que as pessoas não sabem o que querem até mostrarmos a elas.

Uma aglomeração de fatores fizeram a minha visão começar a se alterar, não totalmente, mas de uma forma que hoje em dia a maleabilidade relacionada com o novo, com os hábitos e as coisas que diferem daquilo que estou habituado seja muito maior do que em tempos mais ceticistas. Você, leitor, vai se identificar, pois todos nós sabemos que nunca teremos dinheiro suficiente para comprar todos os livros que almejamos, nossa Wish List aumenta a cada dia, a cada anúncio de novo lançamento, a cada nova indicação de um amigo. Foi pelo anseio de chegar o dia em que o cartão de crédito não iria mais suportar e que, sem dúvida, não iria ter as obras desejadas que iniciei, um pouco receoso, o processo de adaptação com o novo método de leitura: os E-BOOKS. O que chama a atenção de qualquer iniciante em livros digitais é o preço, na grande maioria das vezes são mais baratos do que os tradicionais, por exemplo, comprei recentemente o livro nacional Memórias de um Sargento de Milícias por apenas R$ 1,99, mas não se engane, nem sempre a discrepância de valores é algo notável. Não demorou muito para que eu encontrasse o meu primeiro problema: não possuía nenhum e-reader; ou seja, isso fazia com que eu tivesse que ler no meu Desktop, e, sinceramente, não consegui me adaptar de jeito nenhum, a leitura era lenta, superficial, e consequentemente minha experiência de leitura era ruim.

Ao longo da vida de qualquer cidadão tradicional, o tempo é algo que estará sempre em conflito conosco, e no caso da leitura não é diferente, a tendência é que teremos cada vez menos tempo para realizar a atividade que tanto amamos. Aproveitar momentos como o deslocamento para o trabalho e o horário de almoço para adiatar as leituras serão quase que necessários caso você não queira deixar de praticar a leitura diária. Já levou livros dentro da mochila? Pos bem, não importa o quanto você seja perfeccionista e cuidadaso, carregar seu exemplar na bolsa será sempre ruim, os livros amassam, criam orelhas, sujam, sem contar o peso, todos claramente candidatos à limitante da leitura. É por essas e outras que ao adquirir um e-reader e, pasmem, minhas leituras começaram a fluir notavelmente, pois a maior vantagem é nos transformamos em uma biblioteca ambulante, ainda evitando amassados, sujeiras e o peso desconfortante. Embora tenha a consciência de que um e-reader é um investimento que não é acessível a todos, ele continua sendo uma ótima indicação para um novo horizonte e degustação da leitura, ter um acervo muito maior te esperando a um clique e sem ocupar um gigantesco espaço é sensacional.

Você deve estar pensando, é claro, que eu prefiro os e-books. No entanto, eu aprendi com o também recomendado Qual é a tua Obra? de Mario Sérgio Cortella, que o fundamental é chegar ao essencial, e o essencial, para mim, é a felicidade.

Preciso então confessar que é inegável o meu fascínio ao entrar em uma livraria, titúlos que me ganham com os olhos, edições primorosas, luxuosas, que “precisam” estar em minha estante e fazem os meus olhos ficarem fúlgidos. O ato de folhear, sentir o cheiro singular das páginas novas, usar marcadores, capas para os livros, caneta e lápis para fazer anotações na agenda ao invés de fazer uma “nota” no Kindle ainda me cativam, ainda possuem espaço na minha vida. Olhar neste instante para o lado e ver que estou rodeado de livros à mesa me faz refletir sobre o quão prazeroso é ter um livro, fazer o uso do tato, ter a sensação de ter se encontrado, sentir-se em casa, habituado, feliz. Ao cabo, talvez eu seja apenas um indeciso e louco comprador compulsivo, todavia, o fato é que, sem dúvida, o destino inexorável chegará e o eco desta dúvida corre o risco de ainda estar ressoando.

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